FELIZ ANO VELHO
Amigos, caminhamos juntos nesta resenha durante mais um ano. Não faltaram palavras e muito menos sentimentos, como emoção, frustração, superação, tristeza e felicidade. Isso tudo misturado tem um significado que todos nós conhecemos bem: é o futebol!
O campeonato brasileiro foi muito acirrado: o mais difícil e imprevisível da história dos pontos corridos. Disputas pelo título, por vaga na Libertadores, na Copa Sulamericana e, é claro, para escapar do rebaixamento. Foi assim do início ao fim. Ainda que alguns digam que o nível técnico não tenha sido dos melhores, houve muita emoção, bons jogos, lindas jogadas.
Vale relembrar o reerguimento do Vasco, com muita superação após o drama passado por seu treinador Ricardo Gomes, gerando comoção e solidariedade entre torcedores e equipes rivais. Merecem destaque a boa participação das equipes cariocas, o competitivo e bem armado time corinthiano, a garra gaúcha e a surpresa catarinense com o Figueirense.
O bom momento econômico do país proporcionou a manutenção das novas promessas, tais como Lucas, Neymar, Ganso, Dedé, Leandro Damião, bem como a importação de nomes consagrados como Juninho Pernambucano, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Tiago Neves. A eles, se somaram as importantes presenças de grandes jogadores, como Loco Abreu, Fred, Felipe, Rogério Ceni. Assim, não poderíamos duvidar de que seria um grande campeonato.
Por outro lado, velhos problemas, aparentemente sem solução, persistem. O torcedor continua maltratado com horários absurdos, preços incompatíveis com a natureza popular do nosso futebol, ação de cambistas, estádios desconfortáveis etc.
A arbitragem, outro ponto muito discutido ao longo do ano, continuou sendo amadora. Erros primários foram cometidos, gerando muita polêmica, inclusive quanto à lisura do torneio. E se um atleta reclamasse disso era punido. E o que acontecia com quem errou? Nada!
Também não podemos deixar de comentar os péssimos gramados de alguns estádios, expondo jogadores ao risco de contusão. Não é possível que o futebol pentacampeão do mundo seja praticado em determinadas condições.
E o que dizer dos amistosos da seleção brasileira, que desfalcaram os times em momentos importantes do campeonato? Foram jogos sem importância, contra equipes de pouca expressão, o que banalizou o selecionado canarinho, que já não encanta tanto o torcedor. Isso é outra coisa que precisa ser repensada.
Portanto, companheiros, vamos nos despedir deste emocionante ano e, entre alegrias e tristezas, nos preparar para uma nova jornada, com muita esperança, emoção, vibração e, é claro, muitos gols no próximo ano.
Boas festas para todos!
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