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José Carlos AraújoESTAMOS PRONTOS PRA COPA?

Ronaldinho Gaúcho já foi eleito o melhor jogador do mundo por duas vezes. Foi também um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo de 2002. Porém, em seguida, entrou em declínio técnico. Passou a render pouco na Seleção Brasileira e também no Barcelona, que tratou de repassá-lo para o futebol italiano.

O treinador Dunga ainda insistiu na convocação dele. Ronaldinho Gaúcho teve várias oportunidades na Seleção Brasileira, mas decepcionou na maioria delas. Por isso mesmo, seu nome passou a não constar mais da relação dos convocados.

Com a proximidade da Copa do Mundo deste ano, na África do Sul, o jogador percebeu que, se quisesse ser chamado por Dunga, teria que mostrar o mesmo futebol que assombrou o mundo durante alguns anos. E, de repente, Ronaldinho Gaúcho começou a fazer excelentes partidas pelo Milan, seu atual clube.

Mas, não foi suficiente para convencer o Dunga. Pelo menos para o último amistoso do Brasil, antes do Mundial, contra a Irlanda, ele ficou de fora. A esperança de Ronaldinho Gaúcho, agora, é a relação final. Exatamente a dos jogadores que vão para a Copa do Mundo.

Assim como ele, outros dois grandes nomes do futebol brasileiro, que pareciam ter encerrado a passagem pela Seleção Brasileira, alimentam esperança de participar de mais uma Copa do Mundo: Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno, ambos agora atuando pelo Coríntians.

Embora Dunga mostre claramente que ainda não fechou o grupo, tendo dúvidas especialmente quanto à lateral-esquerda, acho pouco provável que chame Roberto Carlos. Não apenas por tudo o que aconteceu com ele durante e depois da Copa de 2006, mas sim pelo que vem mostrando agora, em campo.

Da mesma forma, não vejo chance para a convocação de Ronaldo Fenômeno, cuja forma física não é das melhores. Ainda mais que, na posição dele, outros atletas têm demonstrado qualidade e souberam aproveitar as oportunidades que tiveram.

Dos três, acredito que Ronaldinho Gaúcho, embora com chances remotas, seja o que tem mais possibilidades de ser convocado. Tudo depende do que apresentar daqui para a frente e de sua capacidade de convencer Dunga de que ainda pode ser útil para a Seleção Brasileira.

No mais, tal e qual aconteceu em 2002, quando Felipão era o técnico brasileiro, não me parece que um clamor popular ou um lobby por este ou aquele jogador vá influenciar o treinador Dunga. Ele, como Felipão, tem suas convicções e não parece disposto a abrir mão delas.

Com ou sem os Ronaldos e Roberto Carlos, queira Deus que Dunga tenha o mesmo destino de Felipão e leve o Brasil a mais um título mundial. É o que o País inteiro espera dele.

José Carlos Araújo

 

 
 
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